30 de janeiro de 2013

O Missil

Entre chutando a porta
arrebente as fechaduras
você não pode parar agora
não importa quem esteja atrás

Seja um míssil desgovernado
seja um jorro de napalm na pele
seja a explosão que quiser
quando a bomba explode nada mais sobra

Não há mais tempo para mensagens
nem compreender os desencontros
o tribunal está fechado
o caso foi julgado

E quando o amanhã chegar
e sim babe, ela vai chegar
talvez você perceba a falha
a resposta que o mundo não entregou

Entre derrubando a parede
atirando nos corpos pelo caminho
são todos feitos de açúcar
não importa o coração que esteja atrás

Seja uma palavra não dita
seja o sorriso contido
seja o olhar desviado
quando a raiva explode nada mais sobra

Não há mais tempo para desculpas
nem controlar os impulsos
o juri foi encerrado
o réu foi culpado

E quando o amanhã chegar
e sim babe, ele vai chegar
talvez você perceba a falha
a vida que deixou de levar

29 de janeiro de 2013

Socos

Olha só, esse aqui foi escrito meio no susto, um apanhado de ideias que jorram na minha cabeça hoje e que de certa forma esta meio cru ainda, mas são coisas que eu precisava soltar.

Um apanhado de sensação que eu precisava explicar melhor até pra mim mesmo, mas que ainda é meio difícil de resumir.

Esse texto é mais como uma forma de dizer que as vezes é necessário viver sem se importar muito com os efeitos colaterais de nossas escolhas, já que o que é bom para mim nem sempre é positivo aos olhos alheios.

E aproveito ainda para dizer que viver é preciso, da mesma forma que deixar que as pessoas a nosso redor também tenham suas vidas é extremamente necessário.

Por favor, comentem minhas loucuras, ok?

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Os nós de seus dedos estavam em chamas, e ele não estava nem na metade do serviço quando a primeira gota de sangue escorreu pela ferida que se abria com o impacto do punho fechado na parede.

Naquele dia em especial, que poderia bem ser apenas mais um em tantos, ele decidira que era hora de resolver todos os problemas em sua vida, e para isso, lembraria de todos os seus feitos e de tudo que ainda tinha por concertar.

Porem, em uma catarse mais dolorosa, decidira que, para cada decisão errada que ele havia tomado em sua vida, um soco deveria ser dado em uma parede, e a dor seria o suficiente para lembrar e penalizar sua alma por todo mal que poderia ter causado as pessoas.

A janela estilhaçada por uma pedra, o chute na canela do colega de classe, a mentira contada para não ir a aula, a roupa suja de barro jogada fora para que ninguém soubesse, o telefonema avulso no meio da madrugada que acordou um desconhecido, o gato apedrejado da vizinha,  a namorada que pulou a janela do quarto para fugir, o carro batido em um racha, a bebedeira insana e as drogas usadas, os amigos abandonados ao tempo, os amores não compartilhados, os amores inventados, os amores por interesse, os trabalhos esquecidos, as faltas e os atrasos por displicencia, a má vontade em ajudar, e tudo isso nem era a metade quando sua mão já estava em frangalhos.

Todas as faltas estavam sendo pagas a cada murro, e o osso já se despedassava quando um pensamento doentio varou por sua mente.

Durante todos esses anos, frente a todos os feitos, um personagem importante havia sido sacrificado e sofrido com tudo isso, um personagem único vivenciou todos esses momentos e hoje estava jogado no chão da sala com os punhos ensanguentados. Um ultimo mal foi causado e para esse não tinha volta e muito menos punição viável.

Durante tantos anos ele havia feito o mal para si mesmo, havia buscado a maldade e o mal cobrava de sua vida pelas coisas ruins que fizera.

A sua frente a parede vermelha sangue pedia mais um tributo, mas não era para acontecer.

Frente a toda maldade, e a toda bondade, o homem ainda tem uma escolha. Ninguém pode ser bom demais sem correr o risco de sofrer um dia com a maldade, da mesma forma que ninguém é mal demais que um dia não possa ter um ato puro de bondade. O ciclo seria formado por atitudes que, de acordo com o livre arbítrio, poderiam ser boas ou ruins, dependendo do ponto de vista.

Para aquele rapaz destruído, sobrava agora a esperança de salvar sua alma dando uma simples segunda chance para viver, e tomar as decisões corretas.

Porem, perguntas ainda pairavam no ar: Será que nos culpamos pelos motivos corretos? Será que realmente somos dignos de culpa? Será que se retornássemos no tempo poderíamos mudar as coisas sem se arrepender das mudanças que ocorreriam no futuro e por consequencia sucumbir a tentação de mudar tudo novamente? Quantas vidas seriam necessárias para se chegar a uma vida de bondade plena sem intervenção do mal, ou até mesmo o contrario? Quantos socos seriam necessários para percebermos o valor de cada gota de vida que escorre a todo momento de nós?

Saint Exupéry nunca fez tanto sentido quando diz que o essencial é invisivel aos olhos.

12 de janeiro de 2013

Seu Oswaldo: O Trabalho

Sentado em sua cadeira de costas flexíveis, atrás da mesa estava o editor chefe, Seu Magela, distinto cidadão, da nata paulista, separado duas vezes, casado com a filha de um deputado de renome, cinco filhos e carro novo no meio fio.

Se sentindo um lixo pela ressaca do dia anterior, o Oswaldo estava lá bem a sua frente, jogado na cadeira, secando o suor da testa com as costas da mão esperando para saber o que lhe reserva a nova função.

Seu Magela por outro lado não tinha real intenção de contratar o mulambento porque, veja bem, cabide de empregos, ainda mais em um jornal de renome, fica difícil explicar aos olhos sedentos por coisas erradas, mas o amigo que o trouxe sabia lá de uma ou duas pendengas que poderiam facilmente ligar o digníssimo Magela a crimes que custariam muito mais que somente seu emprego, então o negócio foi fechar a boca e engolir a mosca a seco.

No entanto uma vaga surgira, minima, e como não tinha fins lucrativos ao jornal serviu bem ao companheiro em necessidade.

O Magela foi rápido, o negócio era o seguinte: Me chega todo dia lá pelas dez da noite, recolhe os comunicados de óbito que a Roseli da recepção vai largar na mesa, veja lá quem morreu e escreve umas duas linhas de elogio ao defunto, levando em consideração o que o fulano fazia em vida. Se for alguém importante rasga seda sem dó mas não passa de quatro linhas se não a coisa fica feia depois. Vai que morre politico? Até explicar porque usou meia pagina pra fazer um quadrinho de óbito vai ser difícil. Faz tudo bonito, escreve e manda para a impressão. Terminou vai embora . E se usar a privada do escritório tenta ficar só nos líquidos ou vai ter de ir encher o balde com aguá pra ajudar a descer qualquer coisa que tiver por lá.

Com isso o Oswaldo já estava apavorado! Estava de certo modo feliz por não ter de ir a campo colher noticias em cenas de crime ou pagar mico em saída de time para o vestiário, mas dai a escrever sobre gente morta era uma sacanagem, ainda mais sem conhecer nenhum deles antes, mas o Magela até que facilitou, já que o jornal pedia gentilmente que as famílias mandassem lá uma foto do presunto ainda com vida em alguma atividade de que gostava, com a desculpa de que poderiam eventualmente estampar a foto ao lado do quadrinho, mesmo que em dez anos de jornal nenhuma foto tenha sido utilizada com o propósito, mas sim para alimentar a imaginação do funcionário anterior, que dias antes ganhara um quadrinho com algumas palavras reconfortantes em sua própria seção.

Já no primeiro dia de trabalho nosso querido Oswaldo passou sufoco. Sentou frente a maquininha de escrever de seu minusculo escritório , passou os olhos rapidamente por algumas das folhas com fotos coloridas grampeadas, esfregou a palma da mão na calça para tirar o suor da ponta dos dedos e suspirou um “seja o que deus quiser”.

Primeiro óbito a gente nunca esquece e foi justo o da Dona Maria Alcina Mendes, partiu aos 95, família modesta, na foto aparecia segurando uma vassoura em um corredor de escola, com um corpinho de 50 anos, meio corcunda, saia rosa até o pé e camiseta branca.  Constava morte por idade.

Morre Maria Alcina Mendes, vividos seus 95 anos, varria um corredor como ninguém.

Passara fácil, abriu sorriso no rosto encardido, ligou o radinho a pilha no exato momento em que Miltinho cantarolava “Lembranças” com sua voz macia, uma feliz coincidencia talvez.

Partiu para o próximo, Calvino Salvador, 88 anos, aparece na foto dentro de um Fusca velho, sorriso no rosto, gordo, talvez uns dez anos antes de empacotar. Constava morte por asfixia.

Calvino Salvador, 88 anos bem vividos, agora dirige seu Fusca pelo céu.

Pelo céu sim, e agora certamente o fusca não iria mais engasgar em marcha nenhuma, pensou rindo.

Gostando do resultado o Oswaldo logo começou a gostar da coisa, e como sempre faz quando gosta de algo, tira a garrafa de cana da pasta de couro surrado e dá logo uns dois tragos direto da garrafa. Olhou as fotos sobre a mesa, ergueu a garrafa sobre elas, fez um brinde a seus novos companheiros de madrugada, lançou um golinho pro santo ao lado da cadeira e deu mais um gole bem servido.

A cana bateu fundo no estomago vazio, mandando ao cérebro uma mensagem violenta de que aquele corpo iria levantar daquela cadeira no pileque já conhecido de dias anteriores, mas o Oswaldo era forte,  e a noite só estava começando.

O próximo ele conhecia, Dona Judithe, a solteirona louca que aparecia vez ou outra no boteco para arrumar alguma companhia, e sem cobrar nada por isso. Na foto ela estava bem arrumadinha, visivelmente mais magra, usava um sutiã preto que aparecia por detrás de uma blusa branca . O Oswaldo se lembrava daqueles peitos, mas não se lembra de ter visto ela usar sutiã nas vezes que apareceu para fazer festa. No cartão de causa de morte constava  morte por erro cirúrgico durante uma operação no pulmão. Meio bêbado, Oswaldo, lamentando a perda da conhecida, escreveu lá:

Judithe Apoliana, nos deixa no auge de seus 45 anos. Que os anjos te recebam de peito aberto.

Oswaldo sorria satisfeito. No fim das contas acabou pagando a Judithe de alguma forma.

22 de janeiro de 2012

Seu Oswaldo: A Virada

Para tudo e todos existe um tempo mínimo para que a responsabilidade por seus atos pese sobre os ombros. Para alguns leva muito tempo, para outros um pouco menos, mas a verdade é que mais dia menos dia isso acontecerá, e com o Oswaldo não foi diferente.

Aquela vida de boteco, de cervejas e cachaça, de putas e farras, toda aquela bagunça teria de acabar, e veio tudo isso com a morte de sua mãe.

Recebia mesada semanal para ficar fora de casa o dia todo, e a velha senhora até gostava de ver o rebento voltar manguaçado pra casa. Assim não perceberia que o pseudo-namorado de uma noite não era bem o mesmo da noite seguinte, nem da seguinte, nem da seguinte, e assim por diante. Filho sóbrio dava problema, mas o câncer não tratado deu mais problema ainda, e a morte súbita da mamãe trouxe uma série de contas a pagar e dividas nunca conhecidas. Era estranho para ele ver que sua mãe tinha recibos de cartão de débito dos mesmos lugares que ele frequentava, e ele sabia que o “comércio de lanches Ltda” não era o que parecia.

Ali então estava a verdade.

Vinte e oito anos, solteiro, mãe morta, fonte de renda esgotada, alcoólatra e tarado, enfim, na merda.

A vida tem um sentido estranho quando da na nossa cara, mesmo que seja sem deixar a pessoa louca a ponto de se matar. A vida da uma saída para melhor e para pior, mas nesse caso o Oswaldo deu sorte.

Um dos amigos de bar, daqueles para os quais o Oswaldo servia as geladas, se importou com a situação precária do mascote e resolveu ajudar como podia. Gastou ali um dinheiro com terno e gravata, e um pouco mais com o Antonio da barbearia e deu um visual mais decente pro Oswaldo. Levou o amargurado a uma entrevista arranjada na redação do jornal, inventou mundos e fundos de dar medo, encheu a bola do Oswaldo a ponto do vagabundo beberrão virar um excelente digitador, e foi assim, sem perceber, que o Oswaldo foi parar na redação do jornal, com sala própria e mesa de mogno, uma maquina de escrever e o desafio de escrever o obtuário do periódico.

E no desenrolar da história toda, em meio a toda a vontade de uma boa cachaça e foder aquela prostituta das antigas, o Oswaldo teve um lampejo, uma visão do que seria sua vida dali pra frente, e tomou a atitude mais honrosa que um homem em seu lugar tomaria.

Saiu da entrevista, sentou no bar mais próximo, pediu sua cachaça com gelo e limão e pensou: Agora fodeu.

18 de outubro de 2011

Mensagem a um grande amigo

Me lembro bem das palavras que saíram de minha boca no dia em que fui convidado por um grande amigo a dividir um apartamento em outro lugar.

Seu pai havia comprado um apartamento muito bonito e confortável em uma região privilegiada de São Paulo para seu filho que, na época, fazia faculdade e morava comigo em um apartamento pequeno e apertado.

Lembro da condição imposta por meu amigo para que a mudança ocorresse: “disse a meu pai que eu só vou se você for.”

Hoje e sempre, e pra quando for preciso lembrar desta ocasião, fiquei muito feliz em receber essa proposta de dividir outro apartamento com esta pessoa que sempre me foi muito próxima.

Desde pequenos dividimos histórias, desafios, o imaginário repentinamente tornou-se surreal e, ao lidar com os fatos, vivemos sonhos como realidade enquanto outros mal sabiam que existia outra realidade além de suas aulas em um colégio de freiras.

Fomos irmãos nascidos em famílias diferentes, estivemos unidos quando a história nos separou em distancia, e nos unimos novamente quando decidimos dividir um pequeno apartamento.

Mas naquele dia em que a noticia da compra de um lindíssimo apartamento em um condomínio de classe média alta chegou a nosso conhecimento, sabíamos que seria o ultimo capitulo de um volume.

De alguma forma impossível de explicar, por mais que coisas boas ainda acontecessem, eu sabia, seria o fim.

Fizemos a mudança, foi um sucesso, levamos todas as coisas de uma vez só em um caminhão caindo aos pedaços, cuja porta do passageiro (onde eu me encontrava) não fechava de forma alguma e o cinto de segurança não existia.

Montamos o apartamento com as poucas coisas que tinhamos, e mesmo com o pouco, era o suficiente para nos sentirmos confortáveis por muito tempo.

Nos divertimos, bebemos em memoria a muitas coisas, bebemos em comemoração a muitas coisas, ficamos sem agua quente, sem geladeira, se luz, sem cerveja, sem absolutamente nada, e mesmo assim estávamos bem.

Vivemos e isso foi muito bom.

Demos inicio a novos projetos, conhecemos novas pessoas, novos lugares, outros mundos, formamos uma nova família baseada em um conceito de irmandade e cumplicidade que muitos julgariam, e o próprio julgar foi quem, no fim acabou com tudo. Mas sou obrigado a dizer, nós já sabíamos que algo ia acontecer, não é verdade?

Pessoas se uniram a nós repentinamente, algumas se despediram de nossas vidas, aquelas que sempre acreditamos que nunca iriam voltar acabaram por se juntar a nós quando menos esperávamos e outras vieram na torrente de paz que vinha da convivência que nós criamos.

Não tenho medo de dar nomes...

Erika, aquela que voltou após muito tempo e a menina na qual temos muito orgulho por seus feitos e por sua energia.

Flavia, a menina decidida, doce, da rebeldia que encanta por ter toda a paz que nunca tivemos e que fez parte de nossa família e nos ensinou muita coisa.

Jack, que nós cuidamos sempre, por carinho e amor e que hoje está lá firme e forte!

Rafael, o viking que nos acompanhou nas jogatinas e discussões, nas bebidas e nas curtições.

Thomas, o boemio, de ideias maravilhosas, discussões filosóficas e noitadas de boa musica e cerveja.

Felipe Munhoz, parceiro filosófico e sempre com um bom gosto musical muito a frente de nossas expectativas.

Karen, de repente se uniu a nossa família, se mostrou parte dela a muito tempo e hoje é minha amada esposa.

Existem outras pessoas a acrescentar nessa lista, muitas outras pessoas se pararmos para pensar, mas numera las nunca foi nossa vontade, mas sim ama-las, estar presente em todos os momentos, viver ao lado delas plenamente.

Quanto a mim, não sei, só você pode dizer o que pensa sobre o assunto, e de certa forma já sei o que você vai dizer, ainda que me faça chorar, seja com suas palavras ou com seu silencio.

Meu irmão, meu parceiro, não o culpo, nunca terei motivo para isso e sequer passa em minha cabeça tentar encontrar motivo para tal. Sabíamos desde o inicio que existiria um fim e que o mesmo permanecia fora de nosso controle.

Porem me recordo que os que hoje se encontram próximos a nós, um dia se recusaram, se fecharam, preferiram a reclusão em suas vidas ao invés de escutar a verdade que gritava em seus ouvidos, e hoje só eles sabem o que viveram e o que foi preciso fazer para chegar até aqui.

Você, meu irmão, foi o único que sempre se manteve forte, mas chegou seu tempo de reclusão, e que ele dure o quanto você achar que é necessário, mesmo que seja para toda vida, mesmo que você acredite que sua reclusão seja sua salvação, ou o que for. Só você sabe o que quer viver e o que quer fazer.

Não sou do tipo que vai chutar a sua porta insistentemente, que vai atropelar a sua vontade para impor a minha opinião, por isso nada fiz no dia em que o fim chegou.

Porém todos os dias, todos eles, penso no grande irmão que tenho e como seria bom dividir algo que vivi ou experimentei, como seria interessante estar a seu lado para conversar, discutir, filosofar ou apenas ficar em silencio.

De volta ao mesmo prédio em que moramos antes da mudança, no mesmo andar, em um apartamento logo ao lado sinto a mesma sensação que tive a muito tempo atrás, como se me colocasse como um fantasma naquela sala no mesmo dia em que resolvemos nos mudar.

Indiferente ao que lamentavelmente aconteceu, aos desencontros que tivemos antes do fim, as conversas que prometemos ter e que nunca tivemos por vários motivos, indiferente a qualquer acontecimento fora de nosso controle, estamos bem, estamos vivos.

Eu casei com a Karen, estamos felizes, moramos em um apartamento pequeno mas imensamente confortável. Temos planos de ter uma filha, de comprar um apartamento melhor e tomar cervejas diferentes. Mudei de emprego, ela saiu daquele em que estava e está lutando por seu sonho de ser arte finalista.

Em todas essas mudanças pelas quais passamos, você fez e faz muita falta meu irmão, e sempre fará.

Iremos nos encontrar no futuro, e você sabe disso tanto quanto eu, seja no mundo real, seja em nossos sonhos.

Cada um teve seu tempo. Esse é o seu.